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Tipógrafos Brasileiros

7 nov

Tipógrafos Brasileiros

Na América latina o Brasil se destaca nas áreas do design gráfico e da tipografia. Com uma abordagem muito elegante e criativa, a produção gráfica vai buscar as suas raízes na tradição europeia e no imaginário popular.

Abaixo mostraremos alguns tipógrafos brasileiros, representando o nosso país no mundo da tipografia :

Claudio Rocha

Designer, tipógrafo, editor e representante do Brasil na ATypI (Associação Tipográfica Internacional).
É um especialista em tipografia. Não um especialista tecnicista, mas sim sensível com os diversos gêneros do conhecimento criativo e técnico.

 

Conhece a história e técnicas tipográficas, é um excelente designer e grande conhecedor de tipos, suas fontes estão disponíveis em mercado internacional.

Tony de Marco

Tipógrafo, fotógrafo, ilustrador e visual jockey, desenvolve design tipográfico digital desde 1989 e criou mais de 50 tipos. Em 2003 sua fonte Samba foi premiada no International Type Design Contest da Linotype.

As editoras Moderna, Saraiva, Ática e FTD são seus clientes na área de fontes caligráficas e dingbats. Dirigiu o clip “Chapa o Coco” ganhador do VMB 2002 da MTV na categoria Rap.
Desde 2001 atua na intervenção urbana através de experiências com stickers, pichação, LEDs e materiais alternativos.
Produziu a revista Tupigrafia, publicada pela Editora Bookmakers, junto com Cláudio Rocha.

Fábio Lopez

É mestre pela ESDI. Desde 1998 trabalha com pesquisa e desenvolvimento de fontes, e possui projetos de design gráfico apresentados em exposições e publicações nacionais. Trabalha como freelancer em projetos de identidade, moda e ilustração, e pratica design subversivo nas horas vagas.

 

 

 

 

 

 

Tem um curso de tipografia chamado ‘Typofreaks’ e dá aula de design gráfico na PUC-Rio. Além de fotografar, administra um blog sobre design gráfico holandês.

Luciano Cardinalli

Designer, tipógrafo e artista plástico brasileiro, formado pela FAAP-SP.
Luciano Cardinalli é sócio da Consolo & Cardinalli Design. É professor na Miami Advertising School/ESMP desde 2002 e co-diretor da revista da ADG. Trabalha como designer desde 1981 e começou criar fontes em 1993. Suas fontes mais conhecidas são Akhnaton, Reich, Kashemira, Paulisthania e Thanis.

Luciano Cardinalli também participa dos principais workshops de tipografia realizados no Brasil. É professor de tipografia e designer desde 2002.

Ricardo Esteves

Pesquisador e designer gráfico desde 2005, focado no design de fontes digitais. Trabalha e mora no Rio de Janeiro, onde coordena a “Outras Fontes”, projeto onde foram desenvolvidas fontes premiadas, como Jana Thork e Maryan. Também leciona design na Escola Superior de Desenho Industrial.

Yomar Augusto

Nasceu em Brasilia, cresceu no Rio de Janeiro, mas hoje vive em Rotterdam, na Holanda. Começou trabalhando como designer gráfico, depois estudou fotografia na School of Visual Arts em New York, Estados Unidos, e fez mestrado em Design de Tipos na Royal Academy of Arts em Haque, na Holanda. Começou um projeto no Rio em 2004 e 2005.

 

Ganhou reconhecimento em 2010 quando produziu a campanha da Adidas na Copa do Mundo da FIFA em 2010, onde a fonte Unity estampou a bola Jabulani e também uniformes de seleções como Alemanha e Espanha. Ensina tipografia para publicidade e ministra workshops de caligrafia e book art no mundo todo.

Bibliografia:

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A classificação Vox-AtyPI

6 nov

A Classificação Vox-AtyPI

A classificação Vox-AtyPI foi criada em 1954, quando o tipógrafo e pesquisador francês Maximilien Vox criou um sistema de classificação tipográfica que dividia os tipos em 9 categorias principais: Humanistas, Garaldes, Transicionais, Didones, Egípcias, Lineares, Cinzeladas, Cursivas e Manuais. Adiante, e em 1967 a AtyPI (Association Typographique Internationale) adotou a classificação.

A classificação Vox-AtiPY é atualmente a mais usada, e abaixo estão as categorias e suas características:

Humanista (Humane)

As fontes Humanistas surgiram entre 1460 e 1470, não foram criadas com base em um estilo gótico, mas em formas leves e abertas dos escritores humanistas italianos da época.

Caractísticas:

  • A barra no “e” minúsculo inclinada;
  •  A altura do tipo é relativamente baixa;
  •  As larguras dos braços da fonte quase não variam, sua espessura se mantém mediana;
  •  É bastante utilizada com cores escuras.

E aqui estão alguns exemplos de tipos Humanistas: Jenson, Kennerly, Centaur, Stempel Schneidler, Verona, Lutetia, Jersey, Lynton.

Garaldes

Garalde em francês (por Garamond) aparecem no final do século XVI na França, a partir das gravuras de Grifo para Aldo Manuzio.

Características:

  • As serifas agudas;
  • Seu traço apresenta um mediano contraste entre finos e grossos;
  • O eixo da fonte é vertical, mas não totalmente racional, ou seja, em 90° graus;
  • E a mais marcante, o “e” tem sua barra totalmente reta.

Entre elas destacam as fontes Garamond, Caslon, Century Oldstyle, Goudy, Times New Roman e Palatino.

Reais (Réale)

A estética desse grupo se caracteriza com a escrita Roman du Roi, desenvolvida na França em 1692, que foi construída em uma malha geométrica, mostrando assim os ideais racionalistas e realistas do enciclopedismo na França.

Características:

  • Ênfase no eixo vertical do tipo;
  • Maior contraste entre traços finos e grossos.
  • São serifadas.

Exemplos do tipo Real: Baskerville, Perpetua e Times New Roman.

 

Didones

Originado dos sobrenomes de Firmin Didot e Giambattista Bodoni, famosos pelas letras parecidas. O tipo criado no final do século XVIII mostra muito sobre a época em que foi criada, com impérios e a Restauração Francesa posteriormente. Usavam esses tipos em documentos oficiais, dando uma sensação autoritária nos seus traços incisivos e contrastantes, o que requer um uso de claros e escuros na página.

As características mais marcantes do tipo são:

  • Contraste em branco e preto utilizado ao extremo;
  • A redução da abertura interna da fonte;
  • Seu eixo é precisamente reto.

Alguns exemplo de Didones : Bodoni, Didot,Wallbaum.

 

 

Incisas (Incise)

As incisas são de tradição romana da antiguidade.

Características:

  • Pouco contraste em sua espessura, com um traço pontiagudo e fino.
  •  Não apresenta serifas, mas seus pés são afunilados, dando impressão de uma linha imaginária na leitura.
  • Sua forma larga e seus traços finos as tornam muito legíveis a qualquer corpo, embora seja difícil a digitalização.

Exemplos: Alinea e Baltra.

 

Lineares (Linéale)

Surgiram no início do século XX, apoiando a ideia da simplicidade e do funcionalismo, banindo todos os tipos de adereços possíveis. Esta vertente suavizada buscou inspiração de formatos geométricos, como o quadrado e circulo. Artistas da época como De Stjil contribuíram com essa formação, mas Futura foi a primeira fonte linear de grande sucesso, produzida por Paul Renner.

  • Não possuem serifas;
  • Não apresentam variações na expessura.

Exemplos de Lineares: Century Gothic, Helvetica, Segoi UI Light.

 

 Mecânica (Mécane)

Surgiram durante a revolução industrial, pois surgiram muitos novos produtos e houve a necessidade de diferenciar esses produtos para chamar a atenção, assim aconteceu com novos jornais da época. As empresas distorciam as fontes originais com intuito de formar uma nova, e assim nasceram as mecânicas(ou egípcias).

Características:

  • As serifas são o grande marco das mecânicas, que deixou de ser acabamento caligráfico e virou ponto de atenção dos tipos;
  • Quase não apresenta contraste na espessura do traço;
  • E a altura é elevada.

Exemplos de mecânicas: Clarendon, Rockwell e Luballing.

 

Cursivas (Scripte)

Surgem juntamente ao Renascentismo. Este tipo costuma mostrar escritas manuais informais, sem muita padronização. Destacaram-se nas décadas de 50 e 60, e hoje em dia parece estar voltando a uso.

Exemplos do tipo: Brush, Kauffman, Balloon, Mistral, Chalk Line e Freestyle Script.

 

Caligráficas (Manuaire)

Surgem a partir de influências de formas rústicas, romanas, inglesas, e com o tempo a escrita caligráfica se tornou cada vez mais decorativa. Hoje em dia é utilizada em convites de cerimônias e eventos.

Características:

  • Geralmente as caligráficas são aquelas fontes desenhadas e  não são geralmente padronizadas;
  • O uso de serifa é presente;
  • Seu traçado não varia muito a espessura, somente em alguns casos.

Exemplos de fontes caligráficas: American Uncial, Commercial Script, Cancelleresca Seript, Bible Seript Flourishes.

 

Góticas (Fractura)

As góticas surgiram com o movimento gótico, no século XII, onde primeiramente apareceu na arquitetura religiosa. As formas grossas e acentuadas eram o que diferenciou o tipo, mas isso implica na constituição da página, pois as letras não formam certa conexão, tornando o texto ilegível.

Exemplos deste tipo são Fraktur, Old English, Koch Fraktur, Wedding Text, Forte Grotisch.

Bibliografia:

I Love Typography

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Helvetica, O Filme.

5 nov

Helvetica, o Filme

O filme Helvetica é um longa-metragem independente de Gary Hustwit sobre design de tipografia, gráfica e cultura visual global. Produzido em 2007, como documentário, fala sobre a trajetória do tipo Helvetica, que foi criado e 1957 por Max Miedinger e Eduard Hoffman, na Suíça quando ainda era chamada de Haas-Grotesk, passando por mutações e os motivos da grande popularização do tipo.

A análise tipográfica procura entender como a fonte interage com o publico alvo. Sua fácil leitura fez com que frases como “Se não souber o que usar, use Helvetica.”  também ajudassem bastante para a sua popularização.

No decorrer do filme, muitos tipógrafos, designers e estudiosos dão suas opiniões e visões sobre a fonte, alguns à favor e outros contra, sempre equilibrando para deixar com que o filme não tenha visão parcial, já que o foco é a comemoração dos 50 anos da Helvetica. Nele são discutidos fatores como modernismo, desenho tipográfico, variações, legibilidade, o uso, a ligação entre a fonte e grandes empresas, o impacto da tipografia em um anúncio, benefícios e malefícios, a banalização, a estagnação do tipo, a expressividade, entre outros.

O diferencial do filme é que ele traz explicações práticas de tudo o que é falado,  mostra o uso do tipo nos metrôs de Londres, nas ruas de Nova York, em livros, logotipos de lojas, portas, outdoors, logo fica fácil compreender o que é falado, e mesmo alguém que não conheça sobre tipografia conseguiria entender e reconhecer a importância da Helvetica para as áreas comerciais e de design de todos os ramos.

Há também argumentos e comentários sobre o plano da Microsoft de fazer uma fonte sem serifa muito parecida com a Helvetica e colocar como padrão no seu sistema operacional: a Arial. Com isso o filme toma outros rumos, como brigas de patentes na informática, embora seja visto que a fonte original sempre se destacou por ter várias em uma, pela originalidade, o que não acontece com a Arial.

O ponto mais intenso é quando aparecem os “tipo-maníacos” e suas fascinantes coleções de canecas, placas urbanas, toalhas e muitos outros objetos que utilizam artisticamente a Helvetica.

Em geral, o filme explica um pouco sobre o significado da tipografia, dando foco especial para um dos tipos mais importantes do design.

Bibliografia:

Trailer do documentário:

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