Arquivo | Conceitual RSS feed for this section
Nota

Partes do Tipo

7 nov

Partes do Tipo

Como já vimos, a tipografia é um ofício que trata dos atributos visuais da linguagem escrita. Ela envolve a seleção e a aplicação de tipos, a escolha do formato da página, assim como a composição das letras de um texto, com o objetivo de transmitir uma mensagem do modo mais eficaz possível.
Para que essa mensagem seja eficiente também na forma visual, a estética de uma tipologia deve atender a determinadas “regras físicas” que são as partes do tipo.
Segue abaixo as principais partes que compõem os tipos:

    • Hastes e as bases (ascendentes ou descendentes)
    • Barrigas e os ocos (vazios)
    • Barras
    • Traves
    • Ganchos
    • Ápices (cabeças)
    • Braços
    • Ombros, orelhas e caudas

É importante ressaltar que nenhum caractere possui todos os elementos reunidos e que alguns desses elementos são peculiares à letras específicas.

Produzido por:

Nota

Estruturas de um Tipo

7 nov

Estruturas de um Tipo

Todo designer ou diagramador que se preze tem que conhecer um pouco sobre tipografia. Afinal, eles têm que saber que tipo de fonte usar e para que. Bem, neste post escreverei a respeito das variações estruturais de um tipo, mas, antes explicarei rapidamente sobre a classificação das fontes e seus elementos.

As fontes são podem ser classificadas em 4 grupos: Serifadas (com serifa), não-serifadas (sem serifa), cursivas (handwriten) ou dingbats (fantasia).

Para entendermos as fontes serifadas, temos que antes entender os elementos tipográficos. Toda e qualquer fonte tipográfica é composto por elementos distintos, tais como:

  • Linha de Base (baseline)
  • Linha Central (meanline ou midline)
  • Ascendente (ascender)
  • Descendente (descender)
  • Letra Caixa Alta (upper-case)
  • Letra Caixa-baixa (lower-case)
  • Altura de x (x-height)
  • Cabeça ou Ápice (apex)
  • Serifa (serif)
  • Barriga ou Pança (bowl)
  • Haste ou Fuste (stem)
  • Montante ou Trave (diagonal stroke)
  • Base ou Pé (foot)
  • Barra (bar)
  • Bojo (counter)
  • Etc

Fontes serifadas são aquelas cujo final de suas hastes têm um prolongamento, diferente das sem serifa. Já as fontes cursivas são aquela que imitam a escrita humana. E as fantasias são aquelas sem uma regra específica, desenhadas de modo que represente algo.

Bibliografia:

Produzido por:

Nota

Tipografia Digital

7 nov

Tipografia Digital.

A aplicação da informática à impressão, ao design gráfico e ao webdesign, transformou o mundo da tipografia. As aplicações informáticas que são relacionada ao design gráfico e editorial também, tornou possível a criação de novas fontes.

Mas foi necessário refazer muitas das fontes que já existentes para ter uma melhor visualização e leitura da tela, ajustando a rede de pixels da tela do monitor.

O tipo digital dá acesso a desenhar melhor e com maior firmeza do que o tipo metálico, onde a maioria das famílias tipográficas existentes no mercado são adaptadas ao trabalho feito em computador.

Um outro avanço importante na tipografia digital veio da companhia da Apple, que lançou o sistema de fontes TrueType.

Existem infinidade de fontes disponíveis em todo tipo de suportes (disquete, CD, DVD, páginas web, etc.), assim como aquelas não padronizadas criadas por autores pontuais, todas elas podem serem facilmente instaladas em qualquer máquina.

Mais o ruim desse desconhecimento é de que não podemos saber se as fontes que estamos usando em tela estarão disponíveis para visualização dos leitores, por esse motivo é sempre bom usarmos fontes padrão ou verificar a compatibilidade das fontes que foram usadas com os meios de impressão necessários.

Uma exceção a esta regra é o caso de que os textos sejam salvos como arquivo gráfico (formatos TIFF, GIF, JPG, PNG, SVG, SWF, etc.), já que neste caso a impressora ou monitor interpretarão o texto de forma adequada, embora geralmente com pior qualidade.

Bibliografia:

Produzido por:

Nota

A classificação Vox-AtyPI

6 nov

A Classificação Vox-AtyPI

A classificação Vox-AtyPI foi criada em 1954, quando o tipógrafo e pesquisador francês Maximilien Vox criou um sistema de classificação tipográfica que dividia os tipos em 9 categorias principais: Humanistas, Garaldes, Transicionais, Didones, Egípcias, Lineares, Cinzeladas, Cursivas e Manuais. Adiante, e em 1967 a AtyPI (Association Typographique Internationale) adotou a classificação.

A classificação Vox-AtiPY é atualmente a mais usada, e abaixo estão as categorias e suas características:

Humanista (Humane)

As fontes Humanistas surgiram entre 1460 e 1470, não foram criadas com base em um estilo gótico, mas em formas leves e abertas dos escritores humanistas italianos da época.

Caractísticas:

  • A barra no “e” minúsculo inclinada;
  •  A altura do tipo é relativamente baixa;
  •  As larguras dos braços da fonte quase não variam, sua espessura se mantém mediana;
  •  É bastante utilizada com cores escuras.

E aqui estão alguns exemplos de tipos Humanistas: Jenson, Kennerly, Centaur, Stempel Schneidler, Verona, Lutetia, Jersey, Lynton.

Garaldes

Garalde em francês (por Garamond) aparecem no final do século XVI na França, a partir das gravuras de Grifo para Aldo Manuzio.

Características:

  • As serifas agudas;
  • Seu traço apresenta um mediano contraste entre finos e grossos;
  • O eixo da fonte é vertical, mas não totalmente racional, ou seja, em 90° graus;
  • E a mais marcante, o “e” tem sua barra totalmente reta.

Entre elas destacam as fontes Garamond, Caslon, Century Oldstyle, Goudy, Times New Roman e Palatino.

Reais (Réale)

A estética desse grupo se caracteriza com a escrita Roman du Roi, desenvolvida na França em 1692, que foi construída em uma malha geométrica, mostrando assim os ideais racionalistas e realistas do enciclopedismo na França.

Características:

  • Ênfase no eixo vertical do tipo;
  • Maior contraste entre traços finos e grossos.
  • São serifadas.

Exemplos do tipo Real: Baskerville, Perpetua e Times New Roman.

 

Didones

Originado dos sobrenomes de Firmin Didot e Giambattista Bodoni, famosos pelas letras parecidas. O tipo criado no final do século XVIII mostra muito sobre a época em que foi criada, com impérios e a Restauração Francesa posteriormente. Usavam esses tipos em documentos oficiais, dando uma sensação autoritária nos seus traços incisivos e contrastantes, o que requer um uso de claros e escuros na página.

As características mais marcantes do tipo são:

  • Contraste em branco e preto utilizado ao extremo;
  • A redução da abertura interna da fonte;
  • Seu eixo é precisamente reto.

Alguns exemplo de Didones : Bodoni, Didot,Wallbaum.

 

 

Incisas (Incise)

As incisas são de tradição romana da antiguidade.

Características:

  • Pouco contraste em sua espessura, com um traço pontiagudo e fino.
  •  Não apresenta serifas, mas seus pés são afunilados, dando impressão de uma linha imaginária na leitura.
  • Sua forma larga e seus traços finos as tornam muito legíveis a qualquer corpo, embora seja difícil a digitalização.

Exemplos: Alinea e Baltra.

 

Lineares (Linéale)

Surgiram no início do século XX, apoiando a ideia da simplicidade e do funcionalismo, banindo todos os tipos de adereços possíveis. Esta vertente suavizada buscou inspiração de formatos geométricos, como o quadrado e circulo. Artistas da época como De Stjil contribuíram com essa formação, mas Futura foi a primeira fonte linear de grande sucesso, produzida por Paul Renner.

  • Não possuem serifas;
  • Não apresentam variações na expessura.

Exemplos de Lineares: Century Gothic, Helvetica, Segoi UI Light.

 

 Mecânica (Mécane)

Surgiram durante a revolução industrial, pois surgiram muitos novos produtos e houve a necessidade de diferenciar esses produtos para chamar a atenção, assim aconteceu com novos jornais da época. As empresas distorciam as fontes originais com intuito de formar uma nova, e assim nasceram as mecânicas(ou egípcias).

Características:

  • As serifas são o grande marco das mecânicas, que deixou de ser acabamento caligráfico e virou ponto de atenção dos tipos;
  • Quase não apresenta contraste na espessura do traço;
  • E a altura é elevada.

Exemplos de mecânicas: Clarendon, Rockwell e Luballing.

 

Cursivas (Scripte)

Surgem juntamente ao Renascentismo. Este tipo costuma mostrar escritas manuais informais, sem muita padronização. Destacaram-se nas décadas de 50 e 60, e hoje em dia parece estar voltando a uso.

Exemplos do tipo: Brush, Kauffman, Balloon, Mistral, Chalk Line e Freestyle Script.

 

Caligráficas (Manuaire)

Surgem a partir de influências de formas rústicas, romanas, inglesas, e com o tempo a escrita caligráfica se tornou cada vez mais decorativa. Hoje em dia é utilizada em convites de cerimônias e eventos.

Características:

  • Geralmente as caligráficas são aquelas fontes desenhadas e  não são geralmente padronizadas;
  • O uso de serifa é presente;
  • Seu traçado não varia muito a espessura, somente em alguns casos.

Exemplos de fontes caligráficas: American Uncial, Commercial Script, Cancelleresca Seript, Bible Seript Flourishes.

 

Góticas (Fractura)

As góticas surgiram com o movimento gótico, no século XII, onde primeiramente apareceu na arquitetura religiosa. As formas grossas e acentuadas eram o que diferenciou o tipo, mas isso implica na constituição da página, pois as letras não formam certa conexão, tornando o texto ilegível.

Exemplos deste tipo são Fraktur, Old English, Koch Fraktur, Wedding Text, Forte Grotisch.

Bibliografia:

I Love Typography

Issuu

Criar Web

Produzido por:

Nota

Espécies de Caracteres

6 nov

Espécies de Caracteres

Primeiramente, carácter(caractere) é um nome dado a cada simbolo usado para produzir textos apresentados no computador.

Existem muitas espécies de caracteres, pois cada fonte possui sua característica própria, mas as que são gerais para todas as fontes são:

Maiúscula: Que também são conhecidas como caixa alta, pois são maiores do que os caracteres normais.

Minúscula: Que também são conhecido como caixa baixa.

Com serifa: São caracteres que possuem uma haste a mais em suas extremidades.

Sem serifa: São os caracteres que não possuem hastes em suas extremidades.

Acentos gráficos: São acompanhados pelas letras às quais se referem. Muitas fontes digitais não possuem essa acentuação. (`, ´, ~, ^)

Algarismos: São números de todos os tipos que não seguem a mesma composição de sua família de fonte.

Sinais de pontuação: São todos os tipos de sinais existentes como por exemplo: (?, ! , ., ; ).

Símbolos de operações matemáticas: São todos os sinais matemáticos, como por exemplo: (-, +, =).

Símbolos monetários: São símbolos que são indicadores de quantias de valores, exemplo: $.

Esses são as espécies de caracteres mais usados e que na maioria das fontes não mudam, são as mais conhecidas por qualquer tipo de público independentemente de seu conhecimento.

Bibliografia:

Produzido por:

Nota

Tipografia Cinética

5 nov

Tipografia Cinética

Tipografia Cinética (Kinetic Typography) é uma técnica de animação de texto em movimento usada para expressar ideias e transmitir toda uma emoção a mais para o espectador. Essa técnica pode ser usada em músicas, falas, filmes ou qualquer outro tipo de som.

Os primeiros exemplos usando Kinetic Typography surgiram em 1899 com o publicitário George Méliès. Nessa época o texto era mais estático e com o passar das décadas essa técnica foi adotada para a abertura de filmes.

Aqui estão alguns exemplos de Tipografia Cinética produzidas por brasileiros, entre filmes e músicas:

O Auto da Compadecida

Another Brick In The Wall – Pink Floyd

Ó Paí, Ó 

Somebody To Love – Queen

Lisbela e o Prisoneiro

Bibliografia:

Produzido por:

Nota

Sistema de Medidas

5 nov

Sistema de Medidas Tipográficas

Uma das primeiras unidades tipográficas foi a “pica”, nome dado na Inglaterra no século XV, era utilizada em livros regularmente para o ritual das festas da igreja. Equivalente a 1/6 de uma polegada ou 12 pontos (4’233 mm.).

Pierre Simon Fournier, um jovem francês, definiu um sistema proporções sistemáticas para lançar os personagens, que chamou “duodecimal”. Isso levou o menor tipo de letra usado comumente chamado “nomparela”, dividido em seis partes, cada uma das quais deu o nome de ponto, com base em que começou a fabricar, desde 1742, todo o material de fusão de digitação. Ajustar a 12 pontos (o dobro do nomparela, equivalente a 4,512 milímetros) é chamado “Cícero”.

Atualmente existem alguns tipos de medidas tipográficas que com o passar do tempo foi se alterando e melhorando cada vez mais para utilização tanto na web quanto em impressões.

Bibliografia:

Produzido por: