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Tipografia Digital

7 nov

Tipografia Digital.

A aplicação da informática à impressão, ao design gráfico e ao webdesign, transformou o mundo da tipografia. As aplicações informáticas que são relacionada ao design gráfico e editorial também, tornou possível a criação de novas fontes.

Mas foi necessário refazer muitas das fontes que já existentes para ter uma melhor visualização e leitura da tela, ajustando a rede de pixels da tela do monitor.

O tipo digital dá acesso a desenhar melhor e com maior firmeza do que o tipo metálico, onde a maioria das famílias tipográficas existentes no mercado são adaptadas ao trabalho feito em computador.

Um outro avanço importante na tipografia digital veio da companhia da Apple, que lançou o sistema de fontes TrueType.

Existem infinidade de fontes disponíveis em todo tipo de suportes (disquete, CD, DVD, páginas web, etc.), assim como aquelas não padronizadas criadas por autores pontuais, todas elas podem serem facilmente instaladas em qualquer máquina.

Mais o ruim desse desconhecimento é de que não podemos saber se as fontes que estamos usando em tela estarão disponíveis para visualização dos leitores, por esse motivo é sempre bom usarmos fontes padrão ou verificar a compatibilidade das fontes que foram usadas com os meios de impressão necessários.

Uma exceção a esta regra é o caso de que os textos sejam salvos como arquivo gráfico (formatos TIFF, GIF, JPG, PNG, SVG, SWF, etc.), já que neste caso a impressora ou monitor interpretarão o texto de forma adequada, embora geralmente com pior qualidade.

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A classificação Vox-AtyPI

6 nov

A Classificação Vox-AtyPI

A classificação Vox-AtyPI foi criada em 1954, quando o tipógrafo e pesquisador francês Maximilien Vox criou um sistema de classificação tipográfica que dividia os tipos em 9 categorias principais: Humanistas, Garaldes, Transicionais, Didones, Egípcias, Lineares, Cinzeladas, Cursivas e Manuais. Adiante, e em 1967 a AtyPI (Association Typographique Internationale) adotou a classificação.

A classificação Vox-AtiPY é atualmente a mais usada, e abaixo estão as categorias e suas características:

Humanista (Humane)

As fontes Humanistas surgiram entre 1460 e 1470, não foram criadas com base em um estilo gótico, mas em formas leves e abertas dos escritores humanistas italianos da época.

Caractísticas:

  • A barra no “e” minúsculo inclinada;
  •  A altura do tipo é relativamente baixa;
  •  As larguras dos braços da fonte quase não variam, sua espessura se mantém mediana;
  •  É bastante utilizada com cores escuras.

E aqui estão alguns exemplos de tipos Humanistas: Jenson, Kennerly, Centaur, Stempel Schneidler, Verona, Lutetia, Jersey, Lynton.

Garaldes

Garalde em francês (por Garamond) aparecem no final do século XVI na França, a partir das gravuras de Grifo para Aldo Manuzio.

Características:

  • As serifas agudas;
  • Seu traço apresenta um mediano contraste entre finos e grossos;
  • O eixo da fonte é vertical, mas não totalmente racional, ou seja, em 90° graus;
  • E a mais marcante, o “e” tem sua barra totalmente reta.

Entre elas destacam as fontes Garamond, Caslon, Century Oldstyle, Goudy, Times New Roman e Palatino.

Reais (Réale)

A estética desse grupo se caracteriza com a escrita Roman du Roi, desenvolvida na França em 1692, que foi construída em uma malha geométrica, mostrando assim os ideais racionalistas e realistas do enciclopedismo na França.

Características:

  • Ênfase no eixo vertical do tipo;
  • Maior contraste entre traços finos e grossos.
  • São serifadas.

Exemplos do tipo Real: Baskerville, Perpetua e Times New Roman.

 

Didones

Originado dos sobrenomes de Firmin Didot e Giambattista Bodoni, famosos pelas letras parecidas. O tipo criado no final do século XVIII mostra muito sobre a época em que foi criada, com impérios e a Restauração Francesa posteriormente. Usavam esses tipos em documentos oficiais, dando uma sensação autoritária nos seus traços incisivos e contrastantes, o que requer um uso de claros e escuros na página.

As características mais marcantes do tipo são:

  • Contraste em branco e preto utilizado ao extremo;
  • A redução da abertura interna da fonte;
  • Seu eixo é precisamente reto.

Alguns exemplo de Didones : Bodoni, Didot,Wallbaum.

 

 

Incisas (Incise)

As incisas são de tradição romana da antiguidade.

Características:

  • Pouco contraste em sua espessura, com um traço pontiagudo e fino.
  •  Não apresenta serifas, mas seus pés são afunilados, dando impressão de uma linha imaginária na leitura.
  • Sua forma larga e seus traços finos as tornam muito legíveis a qualquer corpo, embora seja difícil a digitalização.

Exemplos: Alinea e Baltra.

 

Lineares (Linéale)

Surgiram no início do século XX, apoiando a ideia da simplicidade e do funcionalismo, banindo todos os tipos de adereços possíveis. Esta vertente suavizada buscou inspiração de formatos geométricos, como o quadrado e circulo. Artistas da época como De Stjil contribuíram com essa formação, mas Futura foi a primeira fonte linear de grande sucesso, produzida por Paul Renner.

  • Não possuem serifas;
  • Não apresentam variações na expessura.

Exemplos de Lineares: Century Gothic, Helvetica, Segoi UI Light.

 

 Mecânica (Mécane)

Surgiram durante a revolução industrial, pois surgiram muitos novos produtos e houve a necessidade de diferenciar esses produtos para chamar a atenção, assim aconteceu com novos jornais da época. As empresas distorciam as fontes originais com intuito de formar uma nova, e assim nasceram as mecânicas(ou egípcias).

Características:

  • As serifas são o grande marco das mecânicas, que deixou de ser acabamento caligráfico e virou ponto de atenção dos tipos;
  • Quase não apresenta contraste na espessura do traço;
  • E a altura é elevada.

Exemplos de mecânicas: Clarendon, Rockwell e Luballing.

 

Cursivas (Scripte)

Surgem juntamente ao Renascentismo. Este tipo costuma mostrar escritas manuais informais, sem muita padronização. Destacaram-se nas décadas de 50 e 60, e hoje em dia parece estar voltando a uso.

Exemplos do tipo: Brush, Kauffman, Balloon, Mistral, Chalk Line e Freestyle Script.

 

Caligráficas (Manuaire)

Surgem a partir de influências de formas rústicas, romanas, inglesas, e com o tempo a escrita caligráfica se tornou cada vez mais decorativa. Hoje em dia é utilizada em convites de cerimônias e eventos.

Características:

  • Geralmente as caligráficas são aquelas fontes desenhadas e  não são geralmente padronizadas;
  • O uso de serifa é presente;
  • Seu traçado não varia muito a espessura, somente em alguns casos.

Exemplos de fontes caligráficas: American Uncial, Commercial Script, Cancelleresca Seript, Bible Seript Flourishes.

 

Góticas (Fractura)

As góticas surgiram com o movimento gótico, no século XII, onde primeiramente apareceu na arquitetura religiosa. As formas grossas e acentuadas eram o que diferenciou o tipo, mas isso implica na constituição da página, pois as letras não formam certa conexão, tornando o texto ilegível.

Exemplos deste tipo são Fraktur, Old English, Koch Fraktur, Wedding Text, Forte Grotisch.

Bibliografia:

I Love Typography

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Tipógrafos Famosos

6 nov

Tipógrafos Famosos

Olá pessoal! Daremos uma pausa nos conceituais assuntos sobre tipografia, para tratarmos de um curioso. Você nunca se perguntou quem inventou a tipografia da fonte Times New Roman, Arial ou Garamond? Bem, se não, trate de questionar-se pois, falarei sobre isso nos próximos posts.

Separei alguns dos tipógrafos mais famosos, para que vocês conheçam um pouco deles. E como são muitos para, apenas, um post, terei que dividi-los. Mas assim aguço a curiosidade de vocês, meus caros leitores.

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Como criar a sua tipografia

6 nov

Como criar a sua tipografia.

Temos diversas fontes disponíveis no mercado, onde uma ou outra irá se adequar naquilo que o seu cliente procura, só que em alguns casos não é tão fácil encontrar uma fonte que expresse aquilo que foi pedido pelo cliente.

A solução é você criar uma fonte exclusiva para ele, porém muitos designers não sabem como fazer isso, abaixo estaremos indicando 5 dicas de sites e programas, onde você pode criar sua própria fonte ou fazer alterações nas fontes existentes.

1. BitFontMaker

É um editor de fontes bitmap online, onde você pode desenhar as suas fontes, pixel por pixel. Bastante simples de usar e quando você termina de criar sua fonte, você pode fazer o download e salvá-la como um arquivo TrueType(.ttf).

2. FontStruct

Online e gratuito. Depois do trabalho pronto, você pode salvar e baixar a fonte para o seu computador como uma fonte TrueType (.ttf), instalar e usar em Windows ou Mac.

 

 

 

 

 

 

3. FontForge

É grátis, mas você precisa baixá-lo. Pode ser usado em Windows, Mac e Linux. Nele, você pode criar a sua própria fonte ou modificar uma fonte já existente. Ele suporta vários tipos de arquivos de fontes como TrueType (.ttf), PostScript (.ps), OpenType (.otf), entre outros.

4. Type Light

É grátis, mas está disponível apenas para Windows. Com ele você pode modificar fontes existentes ou criar a sua própria fonte a partir de um desenho.
Este programa suporta fontes do tipo TrueType, OpenType e PostScript, podendo converter os tipos de arquivos de fontes de um para outro.

 

5. Gbdfed Bitmap Font Editor

Mais um gratuito e você poderá usá-lo para criar ou modificar fontes. Ele tem um suporte nativo para fontes BDF e outros tipos menos conhecidos de fontes, mas elas podem ser exportadas no formatos OpenType. O processo de instalação pode não ser um dos mais fáceis. O programa foi criado para Linux e precisa de GTK+ (um tipo de complemento relacionado ao Gimp – programa de edição de imagens para Linux, parecido com o Photoshop) para ser instalado.

 

Bibliografia:

 

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Espécies de Caracteres

6 nov

Espécies de Caracteres

Primeiramente, carácter(caractere) é um nome dado a cada simbolo usado para produzir textos apresentados no computador.

Existem muitas espécies de caracteres, pois cada fonte possui sua característica própria, mas as que são gerais para todas as fontes são:

Maiúscula: Que também são conhecidas como caixa alta, pois são maiores do que os caracteres normais.

Minúscula: Que também são conhecido como caixa baixa.

Com serifa: São caracteres que possuem uma haste a mais em suas extremidades.

Sem serifa: São os caracteres que não possuem hastes em suas extremidades.

Acentos gráficos: São acompanhados pelas letras às quais se referem. Muitas fontes digitais não possuem essa acentuação. (`, ´, ~, ^)

Algarismos: São números de todos os tipos que não seguem a mesma composição de sua família de fonte.

Sinais de pontuação: São todos os tipos de sinais existentes como por exemplo: (?, ! , ., ; ).

Símbolos de operações matemáticas: São todos os sinais matemáticos, como por exemplo: (-, +, =).

Símbolos monetários: São símbolos que são indicadores de quantias de valores, exemplo: $.

Esses são as espécies de caracteres mais usados e que na maioria das fontes não mudam, são as mais conhecidas por qualquer tipo de público independentemente de seu conhecimento.

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Comic Sans, a renunciada pelos designers.

6 nov

Comic Sans, a fonte renunciada pelos designers.

Comic Sans é uma fonte que foi criada em 1994  pelo engenheiro de tipografia Vincent Connare e foi direcionada para uso em softwares infantis  na versão Microsoft Bob, como já havia acontecido em outras criações. A fonte foi baseada na escrita para balões de falas de história em quadrinhos que se encontrava no escritório do designer.

A criação da fonte demorou para acabar, pois há todo momento Vincent fazia uma modificação, e por esse motivo ela não foi incluída no projeto da Microsoft, mas mesmo assim os programadores do projeto Microsoft 3D Movie Maker, que iriam usar balões de falas, decidiram adotar a fonte. Tempo depois a fonte foi incluída com o pacote Windows 95 Plus! e desse tempo para cá a fonte só ganhou mais popularidade e a renúncia dos designers.

E por que essa renúncia?

A maior parte dos designers dizem que a Comic Sans é uma total falta de senso. Ela foi classificada como uma fonte casual e os designers alegam que ela não pode ser casual pois seu script não é conectivo (as letras não combinam entre si) e foi criada para imitar a escrita à mão em histórias em quadrinhos e para uso em documentos informais.

Na prática a história é totalmente diferente, a fonte começou a ser usada deliberadamente em outdoors não infantis, cartas comerciais, avisos em empresas, ruas e obras, em geral é usada incorretamente em situações sérias, formais e ambientes profissionais. A fonte causa polêmica na internet e qualquer projeto formal que utilize Comic Sans é alvo dos críticos.

Está acontecendo um manifesto para que a fonte Comic Sans seja banida, o site responsável por tal protesto é o Ban Comic Sans.“Ela não é nem mesmo guilty pleasure. Não é como assistir um filme de Brett Ratner ou ouvir um CD do Kenny G. Nenhum prazer pode ser derivado do uso de Comic Sans.” Alegou os protestantes.

Recentemente, os cientistas responsáveis pelas pesquisas sobre a Bóson de Higgs foram altamente criticados por usarem Comic Sans nos slides do anúncio da descoberta da partícula.

“É apropriado usar Comic Sans se você não tem bom gosto. Usar Comic Sans (exceto em quadrinhos) é como fazer física usando unidade imperial”, afirmou Alastair Houghton, dono da conta @alastairh no Twitter.

“Por favor, não use Comic Sans. Somos uma das 500 maiores empresas segundo a Fortune, e não uma barraquinha de limonada.”

Apesar de toda a polêmica contra a fonte, há quem a defenda. Há pouco mais de um ano, dois designers franceses Florian Amoneau e Thomas Blanc criaram o “Comic Sans Project“, um projeto que propõe a restituição do uso da fonte no mundo do desenho.

Que a Comic Sans é utilizada inapropriadamente é algo certo, mas a ideia de usá-la em projetos infantis me causa algumas dúvidas, pelo fato de ela não ser conectiva o visual não é um dos pontos fortes dela, para crianças, talvez, ela é uma boa opção para fácil entendimento. Porém, atualmente temos tantas opções mais modernas, de fácil entendimento e voltadas para o público infantil, por que não usá-las? Os momentos em que a Comic Sans esteve em alta já passaram, é hora de atualizar.

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Tipografia Cinética

5 nov

Tipografia Cinética

Tipografia Cinética (Kinetic Typography) é uma técnica de animação de texto em movimento usada para expressar ideias e transmitir toda uma emoção a mais para o espectador. Essa técnica pode ser usada em músicas, falas, filmes ou qualquer outro tipo de som.

Os primeiros exemplos usando Kinetic Typography surgiram em 1899 com o publicitário George Méliès. Nessa época o texto era mais estático e com o passar das décadas essa técnica foi adotada para a abertura de filmes.

Aqui estão alguns exemplos de Tipografia Cinética produzidas por brasileiros, entre filmes e músicas:

O Auto da Compadecida

Another Brick In The Wall – Pink Floyd

Ó Paí, Ó 

Somebody To Love – Queen

Lisbela e o Prisoneiro

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